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| Staccatos
nº 14/2004 - 29 de fevereiro |
| Estive,
neste fim de semana em Pelotas. E, é com saudade que
lembro de Popilio de Freitas, a quem conhecia desde quando eu
estudava no Colégio Gonzaga e freqüentava as boites
Sukata e Café Nacional no início dos anos 70.
Figura carismática, sua presença era sempre marcante,
alegre e envolvente.
A foto ao lado mostra nosso último encontro no carnaval
de 2002, no desfile da Escola de Samba Unidos do Fragata, quando
o enredo era a trajetória artística do meu grande
amigo Giba-Giba, que me deu a honra de acompanha-lo nesse momento
de pura emoção e gloria em nossa cidade natal.
O texto é do jornalista José Ricardo Castro e
foi publicado no Diário Popular do dia 20/02/04.
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Apesar
da intensa, constante e convidativa vida cultural de Pelotas, desta
vez fiquei mais tempo em casa e assisti - claro, além da reprise
dos Cantadores do Litoral na TVE - vários programas musicais e culturais,
principalmente na TV Assembléia, que aliás, está com uma programação
ótima. Vi no Sarau, gravado nos Solar dos Câmara, entre outros,
Raul Elwanger, Grupo Canto Livre, e um encontro memorável de
Galileu Arruda, Dimitri Arbo, Ita Leite e Chicão Dornelles.
É a música popular urbana do mais alto nível
feita em Porto Alegre. Também assisti um programa nativista
apresentado por Odilon Ramos e que contava com a presença do
poeta patrulhense Heleno Cardeal. Está mais do que na hora
de, pelo menos, termos acesso à TV Assembléia e até
à TV Com, pois a cidade de Osório está cada vez
mais alheia e mais afastada dos grandes lances culturais que estão
rolando no nosso estado. |
| Staccatos
nº 13/2004 - 23 de fevereiro |
| TVE/RS
reapresenta os Cantadores do Litoral |
Domingo,
29, às 10 horas será reapresentado o programa Galpão
Nativo de Glênio Fagundes, gravado em maio do ano passado, focalizando
a música litorânea de influência afro-açoriana
dos Cantadores do Litoral. É uma das raras vezes em que o Galpão
Nativo dedica um programa inteiro exclusivamente para um único
grupo. São apresentadas as músicas Coração
de Mar, Moenda, Lobo do Mar, Mar da Vida, Ventre Livre, Moçambique
de Branco, Cantador do Litoral, Tropeiros do Divino e Um Canto à
Terra. Na época, produtores e diretores da TV Cultura do Rio
de Janeiro estavam em Porto Alegre e teceram muitos elogios ao grupo
e ao produtor J.Goulart. E, a música "Um Canto à
Terra" foi mostrada para todo o Brasil pela TV Cultura/RJ.
| Lançamento
do CD
Ivânia Catarina
Teatro do Sesc Pompéia - SP
Dia 05.03.04
21 horas
Informações: (011) 3871-7700
www.sescsp.org.br |
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| Staccatos nº 12/2004 - 19 de fevereiro (Especial) |
| Com
exclusividade, às 20h 15min
do dia 18/02, no
seu INFORMATIVO, o portal dos Cantadores
do Litoral divulgou a relação das classificadas da 16ª
Tafona da Canção. Aqui também estão elas:
A
Chama dos Orixás - Luiz Mauro Viana
Alma
das Águas - Sandro Andrade, Loreno Santos e Paulinho Dicasa
Aparte
- Gujo Teixeira e Leonel Gomes
Baile
do Masquê - Jorge Moreira e Angelino Rogério
De
Sonhos, Saudades e Rimas - Júlio Rodrigues e Cláudio
Amaro
Fio
do Horizonte - Erlon Péricles e Carlos Omar Vilela Gomes
Galpão
Açoriano - Ivo Ladislau, Mário Tressoldi e Carlos Catuípe
Guitarra,
Vista por Dentro - Jaime Vaz Brasil e Pedro Guerra
Mãe
Sereia - Tanise Meroni e Jociel Lima
Moenda
- Vaine Darde e Cássio Ricardo
No
Som do Maçambique - Juarez Freitas Pereira e Adriano Sperandir
Nzinga
Mbandi - Chico Saga e Mário Tressoldi
O
inverno e o poeta - Leandro Berleze
Recorrendo
- Anomar Danúbio e Leonel Gomes
Senhora
da Conceição - Ivone Selistre e Anddré Sallazar
Surungo
do Bojurú - José Dias Mota
Entre
269 músicas foram selecionadas pelos avaliadores Guilherme
Teixeira, Índio Rufino, Luiz Martins, Marcos Araújo
e Vinícius Brum as 14 músicas que, junto com as duas
já classificadas na Etapa Litorânea da Tafona, farão
parte do CD da 16ª Tafona da Canção Nativa de Osório.
Acompanhei parte dos trabalhos. A limitação de cinco
músicas por compositor em nada colaborou para melhorar o nível
das inscritas. Atrevo-me a dizer que sessenta a setenta por cento
das músicas que se ouviu são de baixa qualidade. Não
dá pra entender como que compositores de nome e que gozam de
um bom conceito no Estado conseguem ser tão repetitivos e fazer
tanta porcaria. Num certo momento, um comentário: "-
Fulano (o autor) tem consciência disso, e ainda dá rizadas
quando uma 'coisa dessas' dele se classifica". Letras mal
resolvidas, melodias paupérrimas calcadas nos mesmos e rotulados
moldes de sempre. Por mais que se tenha boa vontade de acolher a música
campeira e de manifestação rio-grandense, é praticamente
impossível. São raríssimas as que se salvam.
E não me venham com o argumento de que a Tafona é litorânea
e por isso os compositores de outros lugares não se interessam
por ela. Pelo contrário. Duvido que esses "caçadores
de ajuda de custo" não esperem anciosos pela Tafona, que
tem a maior ajuda de custo de todos os festivais do Estado. É
que esses trabalhos deles, infelizmente, são de baixa qualidade
mesmo!
O texto do regulamento da Tafona precisa ser reformulado com urgência.
Principalmente no deste ano, existem muitos erros de redação,
dando margem a interpretações outras que não
as verdadeiras. Lembram? lá em dezembro, eu já tive
que divulgar a redação correta de alguns artigos da
Etapa Litorânea pois, se ficassem com a redação
original quase nenhum músico aqui do Litoral poderia participar
daquela etapa. Hoje, durante a triagem, nos deparamos com outros problemas
de redação num certo artigo que, no final, não
chegaram a influenciar no resultado. Mas, seria grave a situação
se o resultado fosse outro e esse artigo tivesse que ser cumprido
ao pé da letra. Abrir parênteses: Repare que na reunião
para as mudanças do regulamento, as novas idéias ficaram
claras e corretas para todos. O que - presumo - deve ter acontecido,
é que ao ser cumprida a ordem do Sr. Secretário para
que se fizesse a nova redação do regulamento com tais
mudanças, seus auxiliares - por inexperiência - tenham
tentado "melhorar o texto" e, assim, provocado esses erros.
Portanto, os músicos e o Secretário Neimar Pacheco que
estiveram naquela reunião, estão isentos dessa culpa.
Fechar parênteses.
Não entendi porquê aproximadamente vinte e cinco músicas
que foram enviadas dia 11, por Sedex, de Porto Alegre,
tenham sido desclassificadas. Ora, essa rigidez é descabida
pois, se havia no mínimo uns quatro a cinco dias de antecedência
para que elas fossem organizadas e listadas junto com as outras, porquê
a desclassificação? Admite-se essa rigidez, quando,
por exemplo, o prazo de inscrição termina na quinta-feira
e a triagem seja feita no sábado imediato, logo, realmente
não haveria tempo hábil para a organização.
Mas, não é o caso.
Vinícius Brum e Marco Araujo, em conversa informal comigo,
após o término dos trabalhos, deram algumas sugestões
que eu levarei com prazer ao Sr. Secretário.
Enfim, apesar de tudo, acho que teremos, pela boa qualidade da maioria
das selecionadas, um bom disco e um bom festival.
Parabéns aos classificados. |
| Staccatos nº 11/2004 - 18 de fevereiro (Jornal Revisão de 19.02) |
Antes
do Carnaval
Hoje (quarta), Guilherme Teixeira, Índio Rufino, Luiz Martins,
Marcos Araújo e Vinícius Brum, avaliadores da 16ª
Tafona da Canção, estão reunidos na Câmara
de Vereadores, para a triagem das músicas que serão
apresentadas no festival nos dias 01, 02 e 03 de abril. Daqui a
pouco, você pode acessar o Informativo do portal da cultura
www.cantadoresdolitoral.com.br para conhecer a lista completa das
classificadas.
Durante o Carnaval
fotos:
Nelson Sampaio
o carnaval
de salão do Sulbrasileiro será animado pela "Banda
AUÊ", pelo sétimo ano consecutivo. Formada por:
Cássio Ricardo (guitarra, violão, cavaco e voz), Da
Costa (bateria e percussão), Juliano Gonçalves (teclados,
acordeão e voz), Loló (percussão), Nanico (contrabaixo),
Osni Júnior (Bateria, violão e voz), Rodrigo Machado
(percussão) e Tiago Munari (contrabaixo). Com músicos
osorienses na sua maioria, a banda AUÊ conta ainda com um
naipe de sopros que vem da cidade de Cidreira. A direção
de produção e a coordenação musical
são da dupla (Osni) Júnior & Juliano (Gonçalves),
o técnico de áudio é o Fumo e a sonorização
é do BetoSom (Tramandaí). Isso é muito bom,
pois como eu já disse antes: "É a valorização
e a garantia do mercado de trabalho para os músicos, empresas
e técnicos litorâneos".
Depois do Carnaval
A Academia de Música Rima-Aperfeiçoamento, "o
único ensino musical de verdade do Litoral Norte, já
há 15 anos", estará em novas instalações
na Avenida Jorge Dariva, 810 - esquina com Manoel Marques da Rosa.
É pertinho, apenas uma quadra além da Galeria Real
no sentido sul-norte (rodoviária-hospital). O e-mail e o
telefone continuam os mesmos: rima@cantadoresdolitoral.com.br -
663 6145.
Dicasa
As notícias do Paulinho Dicasa nos chegam por intermédio
do PC que está feliz com a rápida recuperação
do amigo e parceiro musical. Estamos todos torcendo e rezando para
que ele logo volte a atuar, tocando e cantando suas canções
nos bares do litoral e seus gostosos maçambiques em nossos
festivais.
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| Staccatos nº 10/2004 - 11 de fevereiro (Jornal Revisão de 12.02) |
| Prêmio
Açorianos
Já foram feitas as indicações para o Prêmio
Açorianos/2003. Zé Caradípia recebeu três
indicações no gênero MPB: Interprete, Compositor
e Disco "Pintando Falas. A Prefeitura de Porto Alegre, por intermédio
da Secretaria Municipal da Cultura, Coordenação de Música,
divulgou os indicados ao Prêmio Açorianos de Música
2003 nos gêneros Regional, Música Popular Brasileira,
Música Erudita e Pop-Rock, nas categorias Compositor, Espetáculo,
Intérprete, Instrumentista, Grupo, Revelação
e Disco. A entrega do Prêmio Açorianos de Música
2003 será no dia 22 de março, às 20h, no Theatro
São Pedro, durante a Semana de Porto Alegre. Veja a relação
completa no informativo do site www.cantadoresdolitoral.com.br
Zé
Caradípia
Autor da belíssima "Diamante" e de "Asa Morena",
sucesso nacional de Zizi Possy, Zé Caradípia iniciou
sua carreira nas Rodas de Som do Teatro de Arena em Porto Alegre.
Depois, participou comigo do grupo Cordas & Rimas, quando fizemos
vários shows, várias parcerias e também gravamos
juntos o disco "Som Grande do Sul". Caradípia já
esteve em Osório, participando da 5ª Tafona com a música
"Vicentina" de Mauro Moraes. Em 2003 ele lançou o
CD "Pintando Falas", o que lhe valeu três indicações
para o maior prêmio de música do estado do Rio Grande
do Sul.
Maurício
Marques
Outro indicado com destaque para o Prêmio Açorianos de
Música é o instrumentista Maurício Marques que
também recebeu três indicações: duas no
gênero Regional, nas categorias Instrumentista, e Disco com
o CD "Cordas ao Sul" e uma no Gênero Geral na categoria
Revelação.
Júnior
& Juliano
Estarão fazendo um baile a partir da 23h no Clube Glória,
neste sábado dia 14, aqui em Osório. É uma boa
oportunidade para assistirmos essa dupla que tanto sucesso tem feito
animando festas e bailes populares por toda a nossa região.
Grupo
de Danças do CTG
Está preparando coreografias especiais para vários gêneros
musicais, além das danças gaúchas tradicionais,
o grupo pretende montar espetáculos de danças flamenca
e espanhola, açorianas, argentinas, entre outras. Certamente
fará ainda mais sucesso por todo o nosso estado.
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| Staccatos nº 09/2004 - 07 de fevereiro |
| Show de Vitor Ramil
e Adriana Maciel em curta temporada no Teatro Villa-Lobos, Espaço
III O Brasil do calor e o Brasil do
frio afirmam sutilmente uma só identidade, no show que une,
pela primeira vez, Vitor Ramil, com suas milongas e canções
aos sambas interpretados por Adriana Maciel. De 30 de janeiro a 15
de fevereiro no Teatro Villa Lobos, Espaço III, os dois compartilham
o palco dando início a uma parceria experimentada antes no
disco de Adriana Maciel.
O show vinha sendo preparado por eles desde o verão de 2003,
mas nenhum dos dois sabia disso... Apesar da distância - um
chegava da Europa, outro partia, um se isolaria no interior para escrever
e compor, outro gravava disco - , eles se comunicavam quase que diariamente
pela Internet. Quando se deram conta de que ambos fariam temporadas
simultâneas de shows no Rio de Janeiro, perceberam que 2003
tinha sido nada mais que a preparação natural de um
só show, que os reuniria numa única temporada.
Adriana passou 2003 no Rio de Janeiro, de onde só se afastou
para um trabalho de divulgação de seu disco Sozinha
Minha em Portugal. O resto do tempo esteve envolvida com as gravações
de seu novo disco, a ser lançado em março de 2004, pela
Deck Music. Trata-se de uma releitura de sambas compostos até
a década de 70, com produção de Ramiro Musotto.
Vitor, no mesmo período, isolou-se no interior do Rio Grande
do Sul para escrever seu segundo romance e compor para o disco que
grava também em março em Buenos Aires, com produção
de Pedro Aznar. De lá saiu para se apresentar em Montevidéu;
lançar a tradução francesa de seu primeiro livro,
Pequod, em Paris; dar uma conferência sobre "A estética
do frio" em Genebra e ainda fazer três shows com sua banda em
cidades suíças.
Adriana acompanhou praticamente em tempo real a criação
do novo livro de Vitor, cujo título provisório é
Satolep(o mesmo de seu selo). Ao voltar da Europa, Vitor acabou fazendo
escala no Rio para participar do novo disco de Adriana, cantando com
ela o samba "Até não mais".
Nelson Cavaquinho, Cartola, Tom Zé, Kledir, Moraes Moreira,
Chico Buarque, Moska, Caymmi e Vitor Ramil são os compositores
interpretados no espetáculo. As identidades entre eles, reveladas
na identidade que se estabeleceu entre Vitor e Adriana, é algo
de se ver.
Estréia - Show de Vitor Ramil e Adriana Maciel
Dia 30 de Janeiro, sexta-feira, às 21h
Acompanhados pelos músicos Bernardo Bosisio (violão)
e Marcelo Costa (percussão)
Local: Teatro Villa-Lobos, Espaço III - Av. Princesa Isabel,
440. Copacabana. Rio de Janeiro
Curta temporada: sexta e sábado, às 21h e domingos,
às 19h
Ingressos: R$ 15,00 |
| Staccatos nº 08/2004 - 05 de fevereiro |
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"SE OS
SENHORES DA GUERRA
MATEASSEM AO PÉ DO FOGO
DEIXANDO O ÓDIO PRA TRÁS
ANTES DE LAVAR A ERVA
O MUNDO ESTARIA EM PAZ." |
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| Em 05 de fevereiro, completa
cinqüenta anos "uma das maiores expressões do cancioneiro
popular regionalista do Rio Grande do Sul", segundo Luiz Menezes: o
poeta e compositor uruguaianense Silvio Aymone Genro. Mas, a razão
desta homenagem neste espaço, não é o seu reconhecido,
respeitado e inegável talento; e sim a sua sincera, bonita, pura
e perpétua amizade. O que, por si só, se justifica. Mas
vamos além: nossa forma de pensar o fazer cultural de nosso estado.
Ele, lá em Uruguaiana; eu, aqui no litoral. Extremos? Opostos?
Longínquos?... Não! Conscientes raizes buscando o novo,
corajosas e comoventes sinceridades, ardua e dura luta pelo crescimento
e solidificação da nossa cultura. Isso se faz tão
necessário e atual. Quer prova disso? Veja a letra abaixo.
| |
Silvio
Genro
Homenagem ao nosso conterrâneo |
| O
Portal Uruguaiana também publicou esta homenagem na
íntegra, dia 07.02.04 |
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Pelas Cidades de Lona
Sílvio Aymone Genro Certa
feita, anos setenta
Entre coca-cola e chimarrão
A febre dos festivais
Fazia moda no rincão.
Nossos
êxodos rurais
Eram recantados pago a fora
Por nós, burgueses disfarçados
Em "Chico-Buarques" de esporas
E
as nossas milongas sociais
de outrora, tão bem comportada rebeldia
hoje são jingles da UDR
e hinos das oligarquias
E
pelas cidades de lona
O povo não tava nem aí
E misturava Pink Floyd
Com Noel Guarani |
Mas, tinha um Silva Rillo aqui,
Um Sérgio Napp acolá
Um Jerônimo "Gênio" Jardim
Um Mário "Mestre" Barbará
Hoje, os festivais de chatice nativa
"São tudo uma mesmice só"
Onde o que cantamos de novo
"É mais velho que a minha vó"
A pobre música campeira
Que, atualmente, a gente faz
Pedro Raymundo já fazia -
E bem melhor - anos atrás
E a tal vanguarda nativista
Fora o "Tambo", não dá para ouvir
Tá mais pra "Gildo e Teixeirinha"
Que pra "Kleiton & Kledir"
E pelas cidades de lona
O povo não tava nem aí
E o nativismo desbotava
Junto com as "bombachas Lee" |
E agora, que o sonho nativo
Acabou nesse pesadelo infeliz
Sem democratizar os campos
Nem agauchar o pais.
Foi na alienação das
cidades de lona
Que finalmente eu aprendi
Que o melhor dos festivais
Não foram os festivais em si
E hoje nos dói na consciência
Ver que tudo que se fez
Foi tão somente perpetuar
O "status quo" dos CTGs
E pelas cidades de lona
O povo não tava nem aí
E "dê-le que dê-le"
"Velho Barreiro" com abacaxi. |
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| Staccatos nº 07/2004 - 04 de fevereiro (Jornal Revisão de 05.02) |
| Melhor Intérprete
Renato Júnior foi (mais uma vez) o melhor intérprete,
agora na 18ª Comparça da Canção da cidade
de Pinheiro Machado, defendendo a música O Que Renasce nas
Mãos, de Maurício Barcellos. A música também
conquistou o primeiro lugar do festival que aconteceu no fim de semana
passado. Acompanharam Renato Júnior: Carlittos Magallanes,
João Bosco Ayala, Vinícius Leal e o próprio Maurício
Barcellos.
Prorrogadas
As inscrições da Etapa Estadual da Tafona foram prorrogadas
até dia 10 de fevereiro.
Quero crer que o pequeno número de músicas inscritas
dentro do prazo anterior, é o reflexo da limitação
de cinco obras por compositor. Portanto, na minha visão, não
haveria necessidade de prorrogação.
Shows
Alguns shows (do Rodeio) já estão definidos: Luiz Marenco,
Gaúcho da Fronteira, Tchê Garotos e Cesar Oliveira. Também
o show para o público jovem: a banda Reação em
Cadeia. Falta ainda serem anunciados os shows locais e os espetáculos
da Tafona.
Bonito
Está ficando muito bonito o Troféu Cantadores do Litoral
que será entregue ao vencedor da Tafona pelas Academias de
Música RIMA-Aperfeiçoamento. Nele, terá a partitura
de alguns trechos da música Cantador do Litoral, vencedora
da 1ª Tafona da Canção. No ano seguinte, o autor
devolve o troféu e recebe uma réplica com a partitura
da sua própria música. A confecção é
do artesão Haroldo Machado.
Sentença libera músico
da OMB
Em sentença proferida no mês de janeiro deste ano, a
Justiça Federal do Rio Grande do Sul julgou procedente a ação
Judicial movida pelo músico osoriense Cássio Ricardo.
A sentença proferida opta pelo entendimento de que inexiste
a necessidade de vinculação a OMB para que o músico
exerça a sua profissão, pois esta é facultativa
e não obrigatória.
A sentença judicial, uma vez julgado o mérito da questão,
concede mais força para novos julgamentos. São várias
liminares já concedidas e novas ações estão
sendo preparadas pelo departamento jurídico dos Cantadores
do Litoral. juridico@cantadoresdolitoral.com.br |
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