Língua Portuguesa

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Considero a nossa língua portuguesa uma das línguas mais fascinantes do planeta. Bem, talvez tenha que se levar em conta que é uma das poucas que conheço. Mas, independente da minha limitada capacidade de avaliação, posso garantir que é uma língua bonita, cheia de palavras interessantes e com uma sonoridade especial. O que talvez explique porque tantas canções em português viraram clássicos da cultura mundial.

Tanta beleza, é claro, só pode ser apreciada se ela for usada corretamente. Você não deve dizer "seje", por exemplo. Nem que "seja" num bate-papo de botequim. Tampouco deve usar "esteje". Mesmo que você já "esteja" na quarta cerveja e todo mundo na mesa "esteje" falando assim.

Se você for do sexo feminino e trabalhou o dia inteiro, não pode falar pro namorado que não quer sair porque está "meia" cansada. Meia é aquilo que se usa no pé. Você provavelmente está "meio" cansada e, cá entre nós, deve estar cansada mesmo é do namorado. Porque quando a gente gosta de verdade, sempre encontra forças para um jantar a dois.

Nunca diga "de menor" ou "de maior". A pessoa é menor ou maior de idade. E se alguém falar "menas" laranjas, pode cair na risada à vontade. A não ser que você esteja numa solenidade e o equívoco tenha sido cometido por uma autoridade governamental. O que não é impossível de acontecer.

O R é uma letra traiçoeira, é preciso tomar cuidado. Anote aí: fustrado, cocrodilo, ededron, largartixa, estrupo, cardarço. Tá tudo errado. Confira no dicionário.

Se alguém chegou tarde à reunião, não reclame dizendo "fazem 2 horas que estamos te esperando". O correto é "faz 2 horas". É o mesmo caso de "haviam muitas pessoas no local". É sempre no singular: "havia muitas pessoas". Mesmo que fosse uma multidão.

"Para mim gostar" é coisa de índio. Quem conjuga o verbo é o pronome pessoal reto: "para eu gostar, para tu gostares, para ele gostar…".

Se você escutar alguma secretária falar "vou estar anotando o seu recado" não se irrite . Use o bom humor e diga que vai "estar perdendo a paciência" se ela continuar falando assim. O gerundismo virou uma praga. Vem de traduções mal feitas do inglês e contaminou algumas áreas, principalmente o telemarketing.

Nossa língua portuguesa é realmente fascinante. Produziu poemas e romances da melhor qualidade. Mas, como tudo na vida, também tem as suas estranhezas. Por exemplo: porque "embaixo" é uma palavra só e "em cima" são duas?

E a pergunta que não quer calar e me tira noites de sono: porque "tudo junto" é separado e "separado" é tudo junto?

Kledir Ramil

Os porquês

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Fui me meter a dar aula de português e derrapei na curva. Graças a Deus, tenho entre meus leitores o escritor Tavares Dias que, com enorme delicadeza, me fez notar um erro cometido num texto que, pelas pretensões, deveria ser perfeito. Pelo menos no aspecto gramatical.

A crônica sobre a língua portuguesa que escrevi na vez passada, ou melhor, na semana passada (pois "vez passada" é um cacófato e soa como "vespa assada"), trazia o comentário de que "é uma língua bonita, cheia de palavras interessantes e com uma sonoridade especial. O que talvez explique porque tantas canções em português viraram clássicos da cultura mundial".

Professor Tavares foi elegante e me alertou para o equívoco: (...) salvo melhor juízo, a palavra "porque", quando tem o sentido que aparece na terceira linha do primeiro parágrafo da crônica (= por que razão), torna-se "por que", segundo a chamada "norma culta".

O professor devia ter sido mais rigoroso comigo. Devia ter me batido com a régua nos dedos e me colocado de castigo, de joelhos em cima de grãos de milho, no canto da sala. Com um cone de papel enfiado na cabeça.

Na verdade, nunca entendi por que existem tantos porquês na língua portuguesa. São quatro. Porque, porquê, por que e por quê. Dá pra entender? Pois é, acho um exagero. Quando criança, devo ter faltado à aula sobre esse tema e o resultado é que continuo sem saber direito o porquê dos porquês.

Hoje em dia, como muitos escritores, me beneficio da ajuda do corretor ortográfico do Word e, principalmente, dos revisores, esses anjos da guarda que limpam as besteiras que a gente faz com as regras da "última flor do Lácio, inculta e bela".

Como se não bastasse sua mensagem carinhosa e educativa, Tavares Dias ainda aproveitou e me mandou algumas curiosidades que ilustram um pouco mais o assunto que abordei na vespa assada, quer dizer, na semana passada.

• "Pois não" quer dizer sim e "pois sim" quer dizer não.

• Tecido, textura e tessitura derivam da mesma raiz tex (lat.), que gerou ainda texto, tecelão, têxtil etc. Então, por que tantas diferentes grafias?

• Os termos essenciais da oração são o sujeito e o predicado. Como sujeito é termo essencial, se existe oração sem sujeito?

• A gente embarca no avião, no carro e no trem, mas não aviona, não encarra e nem entrenha na barca.

• João bota a calça e depois calça a bota!

Vou aguardar agora a próxima mensagem do professor Tavares, onde espero que ele me esclareça, de uma vez por todas, por que existem tantos porquês na língua portuguesa. E para o que serve cada um deles.

Kledir Ramil


A escolinha do Professor Tavares

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Conforme imaginei, e escrevi semana passada, chegou uma nova mensagem do meu amigo e escritor Tavares Dias, tentando me explicar definitivamente por que existem quatro "porquês" na língua portuguesa: "porque", "porquê", "por que" e "por quê".

Tavares, além de escritor brilhante, é um profundo conhecedor da língua pátria, aquela que já nos deu obras como "Os Lusíadas", "Memórias Póstumas de Brás Cubas" e o clássico "Egüinha Pocotó".

Toda essa polêmica começou com um texto que me atrevi a escrever comentando erros grosseiros que maltratam o nosso português e acabei, eu mesmo, cometendo um equívoco no emprego do "porque". O professor educadamente me corrigiu e abriu uma avenida de questionamentos e dúvidas, que espero me conduza em direção à luz da sabedoria.

Com a palavra, o professor: "o uso do porque de modo diferenciado daquele que a norma culta incensa não caracteriza erro, por isso eu não usei o verbo errar na mensagem que lhe mandei. No máximo a gente poderia dizer que fere a norma culta".

Oba! Fui poupado do castigo. Se não há erro, não há punição. Cometi apenas um ferimento leve, sem assassinato. Vou receber só uma advertência na caderneta. Eu já estava preparado para o pior.

Tavares continua:

(…) meu amigo, por que você precisava fazer disso uma crônica? Por quê? Me explique por que você não poupou o seu amigo aqui (…) fazendo graçolas comigo e, de lambuja, com você também? Não entendo o porquê. Não sei por quê. (rs... como se vê, são essas maneiras de usar o porque, segundo a gramática normativa. só não me pergunte por quê. rs...).

E ainda completou, rindo sorrateiro, com seu sotaque mineiro:

Por que eu não fiquei quietinho no meu canto, sô?

Ao fim e ao cabo, relendo as mensagens do professor e o empoeirado livro de gramática que dormia em minha prateleira, cheguei a algumas conclusões. Resolvi anotar pra não esquecer:

Porque – é uma conjunção, serve para ligar duas orações.

Porquê – substantivo, quando você precisa explicar, por exemplo, "o porquê das coisas".

Por que – o "por" e o "que" escrevem-se separados quando o "que" tem função de pronome. Em geral é usado no sentido de "por que razão".

Por quê – sempre que é final de frase, o "quê" deve ser acentuado.

Acho que é isso. Vou fazer uma cola e carregar no bolso.

Mesmo que minha infração gramatical não tenha sido considerada um erro grave, por iniciativa própria, comprei um caderno de rascunho e pretendo preencher todas as linhas com a mesma anotação:

"Já sei por que os porquês são quatro. É porque a língua fica mais rica. Entendeu por quê?".

Kledir Ramil

Em busca do violão ecológico

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Estive em Belo Horizonte e fui, finalmente, visitar a fábrica da Fox Guitars, uma linha de instrumentos musicais criada por Leo Gandra. Já há algum tempo, Leo havia me convidado para conhecer as instalações de seu empreendimento e fiquei impressionado. É tudo muito bem estruturado e tocado (no sentido de "conduzido") com carinho.

Leo é um cara visionário. Convidou o talentoso luthier Ademir Coelho de Souza e colocaram em prática o projeto da Fox. Estou desenvolvendo com eles um violão especial, feito sob medida para minha mão, meu toque, meu estilo. Um violão com as características do que seria o meu instrumento ideal. Guardadas as devidas proporções, mais ou menos assim como o carro de fórmula 1 que a Ferrari produzia para Michael Schumacher. Um violão feito sob medida é como um terno feito por um luthier–alfaiate. Sempre veste melhor. E tudo fica mais bonito.

Já temos um protótipo que tenho usado nos shows. É o primeiro instrumento que consigo aprovar, depois de 25 anos, para substituir meu velho e eficiente Chet Atkins da Gibson. Agora deve sair um segundo, ainda mais próximo do que andamos buscando. Quando estivermos satisfeitos, vamos dividir com o público, lançando um modelo "signature". Uma tradição no mundo do show business, onde um artista e uma marca reconhecida desenvolvem um instrumento e assinam embaixo.

Dentre as várias conversas que tivemos, a que me deixou mais entusiasmado foi a determinação do Leo de utilizar madeiras brasileiras. E, detalhe, aprovadas pelo Ibama. Isso quer dizer, que a Fox está buscando madeiras produzidas dentro de um ciclo sustentável, que não detone a natureza. Não é à toa que ela tem uma linha chamada Amazonas. São instrumentos bonitos, com uma cara diferente, feitos com Imbuia, Cedro, Braúna, Amapá e outras novidades. Temos no Brasil um quantidade enorme de tipos de madeiras e acredito que, através de iniciativas como essa, podemos chegar a substituir o que até hoje é considerado insubstituível. A maioria dos bons violões produzidos no mundo inteiro usa madeiras em extinção: Mogno, Jacarandá, Ébano... Todas elas, madeiras excepcionais e raras, que não se encontram de maneira legal.

E não é por uma questão de beleza. O uso da madeira correta é fundamental na construção de um instrumento musical. Esse é o segredo de muitas preciosidades, como os violinos de Stradivarius. Pequenas variações de temperatura ou humidade fazem a madeira "trabalhar" e por menor que seja essa mudança, o instrumento desafina. É diferente de uma mesa ou um armário, onde pequenas alterações de medida não trazem maiores transtornos.

O Brasil foi um dos pioneiros, ainda no tempo do Império, na criação de leis para preservar as madeiras especiais. Daí inclusive vem o nome de "madeira de lei", para designar essas relíquias da natureza, que estão cada vez mais raras. O problema é que as leis aqui no nosso país não são muito respeitadas.

Num momento em que, por falta de um pensamento de preservação, o mundo está entrando em colapso, atitudes como essa do Leo e da Fox Guitars talvez possam servir de exemplo para muita coisa. Inclusive para nos ajudar a refletir um pouco sobre nossa postura pessoal.

Afinal, será que cada um de nós está fazendo a sua parte?

Kledir Ramil

As plaravas

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Rceebi uma megnseam cruisoa com a inrfoãmaço de que uma usinidavdere ienslga fez uma pqesusia e dreobiscu que, praa a letirua, não inrestesa a odrem em que as lrteas de uma plravaa etãso, "a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e a útmlia lrtea etejasm no lgaur crteo". Não me pentruge pouqre. Ahco mituo eqsuitsio, mas a vdaerde é que fciunona. E se fcionuna em iglêns e pugortêus, dvee fiouncnar até em hgarúno, "a úicna lgínua que o dabio reeispta".

Gotsei da noíctia e rsloevi erevscer um ranomce iteinro com essa nvoa otorafgria. Psenei na iédia de um prseoagnem dsléixcio, dodato de uma ingêteclinia etraoxrdnáiira, ctanondo a hóistria na preiimra pssoea. A dsleiixa é uma dfunçisão metanl que faz com que o sueitjo, etnre otuars coaiss, eambrahle as ltreas de uma plavara. O que não o imedpe de dnveseovelr hilabdadies epesaciis. Tom Cuirse, por emxelpo, é dléixciso e tnooru-se um dos maoreis arosts de Hywoollod de tdoos os tpemos.

Meu raomnce treia uma luingaegm prórpia, com essa oratogrfia eastrhna, e nesitacesria um ctero esrfoço praa ser apacomhnado. As alçõteraes em cada sqüeiênca de lraets, segriauim uma liógca picartular ciarda pelo pronistotaga, com um cdigóo seetcro emdbutio no seu porsceso de elaçaborão. Um tpio de critopfigraa que, desdanveda, revilaera sreoegds de eastdo. Mias tdare, qanduo a hóriista fsose aptdaada praa o cemina, Tom Ciusre prodeia fzear o ppeal pciprinal. Ddese que acsitaese o cchaê.

As pvralaas são cmoo os fmiles. A gtene lebrma do cmeoço, do hpapy end e é caapz de ctaonr a htórisia tdoa, mmeso que não coignsa dcreveser exentatame a sqüncieêa de coters, o endeacamnteo em que faorm modantas as ceans.

A vdia de tdoo mduno tabémm é aissm. Qnduao a gtene nscae, aguélm dá um gitro de agleria. No fim, esvecrem uma fasre bionta nmua lidápe deizndo que fooms baancas e dxameios sdaaude. E rigeastrm as daats: nimasntceo e mrtoe. O que vieo no mieo dsiso foi um mtone de csaois muistdraas, baos e riuns, e nguéinm lebrma mias deitiro em que oderm eals faorm apacenredo. Ou sjea, não itmpora msmeo.

Pblao Nuerda dziia que "eevscrer é siplmes, coçmea com uma maúsciula, tinerma com um ptono e no mieo vcoê coocla as iéidas". É uma blea fsrae que coirmnfa essa tieora. O que iesntersa é cmoo a csoia ceçoma e cmoo trmiena.

Dsdee que, é calro, vcoê tnhea aumlga iédia intsanereste praa colaocr etrne a maslciúua e o potno fianl.

Kledir Ramil

Esse é o cara

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Romário chegou ao gol 1000. É uma figura única no esporte mundial. Grande jogador, artilheiro e bon vivant. Sempre gostei muito dele, não só como atleta, mas também como frasista. O cara tem a língua solta e afiada, carregada de um humor ácido, sarcástico, que muitas vezes incomoda. Não é à toa que tem vários desafetos. E é exatamente esse detalhe que gosto nele, não é um sujeito que faz o papel do falso politicamente correto, tão comum no meio esportivo e no ambiente das celebridades em geral.

Esse tipo de comportamento chato é coisa de gente que recebe instruções sobre o que deve e o que não deve falar. Ficam parecendo uns bobos, repetindo as declarações ensaiadas com sua assessoria de imprensa. Gosto de gente simples, sincera, direta. Romário é assim. Tá nem aí pra imagem de bom moço. Como ele mesmo disse:

"Quem tem que se preocupar com imagem boa é aparelho de TV".

Minha maneira de festejar esse feito histórico do Baixinho é relembrar – e dividir com vocês - algumas de suas pérolas. Divirtam-se!

“Estou com 72 kg, sim, e daí? O elefante é gordo, mas quando tem incêndio na floresta ninguém ganha dele na corrida”.

Sobre críticas a seu peso - 1998

"O Pelé calado é um poeta. É bom colocar um sapato na boca dele".

Rebatendo a declaração de Pelé de que deveria encerrar a carreira – 2005

"Como vou aturar um mala igual a mim?".

Sobre a possibilidade de tornar-se técnico quando encerrar a carreira.

"A corte agora está contente. O rei, o príncipe e o bobo".

Fazendo referências ao presidente do Vasco, Eurico Miranda, a si próprio e ao então desafeto Edmundo.

"O cara entrou no ônibus agora e já quer sentar na janela"

Criticando o técnico Alexandre Gama, do Fluminense, que o tinha barrado - 2004

"Onde está o meu nome tem confusão. Eu até gosto. Porrada é comigo mesmo. Mas sou igual a índio. Só ataco quando sou atacado".

Confissão de quem vive cercado pela polêmica.

"Tenho uma relação íntima com a noite. Ela sempre foi minha amiga. Quando saio, estou contente e marco gols".

Ao comentar as suas noitadas antes dos jogos.

"Quando eu nasci, Papai do Céu apontou o dedo na minha direção e disse: esse é o cara".

Em uma entrevista - 2003.

Kledir Ramil

O site de Kleiton & Kledir

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Um dos primeiros sites de artistas brasileiros na internet foi o de Kleiton & Kledir. Essa atitude pioneira não foi por méritos nossos, foi obra de César Brod, um amigo visionário que criou uma página para nós. A partir de então, fomos desenvolvendo o hábito de viver online e descobrimos o que hoje é um consenso: a importância da internet como ferramenta estratégica no mundo do show business.

E não só no ambiente dos espetáculos, em todo e qualquer ambiente. Não sei como o mundo funcionava sem a rede.

O tempo foi passando e tudo isso foi evoluindo a uma velocidade espantosa. Mp3, banda larga, downloads, comércio online... É preciso muita disposição para acompanhar o ritmo alucinante das novidades virtuais que surgem a cada dia.

Depois do começo com César, outros amigos foram aparecendo para colocar lenha e talento na fogueira. Foi o caso de Stefan Habergritz, Lílian Kerber e Luciana Duque, amigos especiais, com ajudas preciosas.

Agora, o site de K&K estréia no UOL. Foi criado por Matheus Levi, um webdesigner cheio de idéias, bom gosto e com as ferramentas certas. Um cara em sintonia com o nosso tempo e com o que gostamos.

O novo site traz tudo o que o fã procura: novidades, vídeos, mp3, galeria de fotos, agenda, biografia, papel de parede e uma conexão direta com K&K através de recados. A discografia apresenta letras, cifras e áudios das gravações da dupla.

Há um espaço reservado para a imprensa, com acesso ao material de divulgação: releases, fotos em alta definição e músicas completas.

E mais: dividimos com o público, o material didático do workshop Letra & Música, um curso sobre o processo de criação em música popular que pretendemos levar a todo Brasil.

Em breve, o site deve incorporar também o Blog do Kleiton e o Blog do Kledir. Muita gente reclama que eu não entro no Orkut, fundaram até uma comunidade chamada "Queremos Kledir no Orkut". Tento explicar que minha vida é muito corrida, cheia de compromissos, não posso estar online o tempo todo, mas ninguém acredita. Eu publico coluna em alguns lugares e, como sempre procuro responder a quem me escreve, minha correspondência diária já me ocupa bastante tempo. A idéia do meu Blog é criar um lugar na internet onde eu possa concentrar minha atividade literária: textos, videocrônicas, audiocrônicas, informações sobre livros, palestras, feiras de livros, etc. E manter aberto um canal de contato com aqueles que desejam se corresponder comigo. Ou seja, um lugar onde possam sempre me encontrar, ou pelo menos deixar um recado. Quase um Orkut.

Espero que vocês gostem: www.kleitonekledir.com.br

Kledir Ramil

Cristo Redentor, maravilha do mundo

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Eu também andava meio distraído em relação a essa votação, mas agora fiquei entusiasmado. Se você ainda não sabe, dia 7 de julho será divulgado o resultado da eleição mundial para definir quais são as 7 maravilhas do mundo moderno. Entre as concorrentes há pesos pesados como Torre Eiffel, Estátua da Liberdade e Muralhas da China. Correndo por fora, vamos nós os brasileiros, com o nosso Cristo Redentor.

7 de 7 de 2007. O cara que inventou essa votação diz que a data é cabalística. Não sei não, nosso calendário gregoriano é todo remendado e talvez isso não signifique muita coisa. Mas não importa. O que sei é que seria bom para o Brasil ter uma das 7 maravilhas do mundo. Seria bom pra auto-estima de todos nós brasileiros e não apenas dos cariocas. Eu, por exemplo, sou gaúcho.

Todo esse movimento iria incrementar o turismo em alguns milhões de dólares e criaria 250 mil empregos diretos. Só isso já seria o suficiente para justificar a mobilização que está acontecendo em torno da eleição.

Ouvi dizer que faltam 15 milhões de votos para podermos garantir nossa presença entre os vencedores. Agora já mudou. Acabo de votar, só faltam 14 milhões, 999 mil, 999 votos. Vamos lá gente! Animem-se! É muito fácil. Não custa nada. É diferente daquele tipo de eleição que você está acostumado. Não precisa sair de casa, pegar o ônibus, entrar numa fila quilométrica, escolher seu representante na urna eletrônica (e depois ainda ficar envergonhado com as bobagens que ele está fazendo em Brasília). É muito simples. Você entra na internet, em www.votecristo.com.br ou www.corcovado.com.br, segue as instruções e deposita seu voto. E depois faz como eu, fica tentando convencer os amigos a participar.

Semana passada, o escritor Zuenir Ventura escreveu, no jornal O Globo, um texto bacana onde chamava a atenção para um detalhe interessante. A qualidade artística do Cristo Redentor, como escultura, não chega a entusiasmar os críticos de artes plásticas, mas uma coisa é inquestionável: a vista lá de cima é a mais linda do mundo.

Lembrei da frase de um grande sábio que dizia: "não olhem para o meu dedo, olhem para onde ele está apontando". Nosso Cristo tem essa força simbólica. Além de nos abençoar e proteger, com seus "braços abertos sobre a Guanabara", parece querer nos mostrar o tempo todo que vivemos num lugar que é uma maravilha.

Se todos os meus argumentos não foram suficientes, espero que você encare isso como uma missão e sinta-se, no mínimo, honrado com esse apelo: o Cristo precisa de você!

Não custa nada dar uma mãozinha, afinal a gente vive pedindo coisas pra Ele.

Kledir Ramil

Dia dos namorados

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Se há uma atividade na qual sou um expert é o exercício da função de namorado. Não que eu namore muitas mulheres, ao contrário, minha sabedoria no assunto vem do fato de que namoro a mesma mulher há 25 anos.

E quando a gente se dedica com tanta determinação ao mesmo objetivo, acaba aprendendo muita coisa. Pode ser até que eu não entenda das outras, mas da minha namorada eu entendo. E aí é só generalizar. No fim das contas, fora o tom da voz e os hábitos de higiene, as mulheres são mais ou menos iguais. Sabendo mexer com uma, a gente sabe como as outras funcionam.

Já escrevi certa vez sobre isso e quase apanhei de algumas mais exaltadas. Só porque comentei que “elas tem 4 bilhões de neurônios a menos” e que “um negócio feito de uma costela” não poderia dar certo (“na minha terra, costela é pra fazer churrasco”). Foi aí que descobri que as mulheres quando ficam exaltadas perdem o senso de humor.

Se você está começando agora, saiu da fase de ficar com várias e, pela primeira vez, mergulha de cabeça nessa aventura fascinante que é namorar uma garota, fique atento aos mínimos detalhes. Elas precisam ser tratadas com carinho especial. E merecem.

Dizem que Deus, quando criou Adão, estava apenas ensaiando. A obra prima da natureza é a mulher. E eu concordo.

Você aos poucos vai confirmar isso. “A mulher é um organismo bastante complexo e sofisticado, de manutenção cara e difícil manuseio, mas com certeza não vai encontrar nada melhor em toda sua vida. É uma companhia agradável, simpática, bonita, divertida e ótima para a prática sexual”.

Na ocasião em que escrevi sobre as mulheres, aproveitei para dividir com meus leitores um segredo infalível. “Elas não são fáceis de controlar, mas existem alguns truques para conseguir o que se quer de uma mulher. Um deles é o popular buquê de flores. Não existe uma explicação lógica, mas já foi comprovado cientificamente que um punhado de flores quaisquer provoca uma reação hormonal em cadeia que altera o humor feminino. Para melhor”.

Todo ano, quando chega o dia dos namorados, você tem que deixar bem claro para sua amada que ela é a dona do seu coração. E tenha sempre em mente: toda mulher gosta de romance. Escreva um verso, ensaie uma declaração de amor, aprenda uma canção... Eu criei o hábito de começar cada dia 12 de junho cantando “se você quer ser minha namorada...”. Vem dando certo.

Ah sim, e não esqueça o buquê de flores.

Kledir Ramil

Desfile de cabides

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Não entendo nada de moda, mas de mulher eu entendo. Saí de dentro de uma e, algum tempo depois, entrei dentro de outra para fazer uma terceira que, modéstia à parte, é uma obra-prima. Mais por méritos de minha parceira do que por meus dotes pessoais. De qualquer forma, escorado pela ciência, reinvidico minha participação na autoria, já que contribuí com 23 cromossomos. Alguma coisa ali fui eu que fiz, nem que tenha sido a vesícula.

Independente da capacidade de saber, ou não, fazer mulheres, sei apreciá-las. Existe um equilibrio natural entre as formas e medidas femininas para que o conjunto resulte em algo que possa se chamar de belo. E a coisa toda não fique parecendo uma... girafa, por exemplo. A girafa é um bicho simpático mas mal projetado, um equívoco do departamento de design celeste.

Pois foi exatamente a imagem de uma girafa que me veio à mente quando, sentado no sofá, zappiando com o controle de TV na mão, parei boquiaberto em um canal que mostrava um desfile de moda. A guria vinha na minha direção, tão desengonçada e trocando as pernas, que achei que fosse cair. Gritei “caraca!” e comentei com minha mulher que a garota parecia ter bebido umas 2 garrafas de vodka.

A seguir veio outra, que parecia prima da primeira, depois outra e mais outra, todas da mesma família, a família Caniço. Era um desfile de cabides. Gente, essas gurias estão passando necessidade! Pensei em fazer um show beneficiente para arrecadar latas de leite em pó. E como estava pensando em voz alta, minha mulher emendou: “pede leite desnatado, senão não tomam”. O tom de ironia do comentário só revelava uma realidade preocupante: na ânsia de ficarem cada vez mais magras, essas garotas perderam o bom senso e viraram palitos, pele e osso. Qualquer ser humano nessas condições é considerado subnutrido pela Organização Mundial de Saúde.

Giselle Bündchen, a deusa de Horizontina, é a mulher mais linda do mundo. É magra sim, mas não esquelética. Tem as medidas certas. E tem até bundinha, como ela mesmo descobriu recentemente. Não sei como não havia se dado conta, eu e o Leonardo di Caprio já havíamos notado.

Ela é hoje a modelo a ser imitada. E não estou falando de beleza física. Giselle exala um tipo de brilho que não se consegue só com dieta alimentar. Na passarela, com equilíbrio e harmonia, ensina como é bonito um corpo em movimento. Certas pessoas têm essa capacidade de transformar em arte coisas simples, como o ato de caminhar.

É assim com Giselle Bündchen. Como foi com Greta Garbo.

Kledir Ramil

 


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