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Não sei se você já viu uma máquina de escrever. Já expliquei em outra oportunidade, mas vou repetir. É, tipo assim, um equipamento mecânico, que se usava na antiguidade para escrever palavras. O princípio era o mesmo dos computadores de hoje, um teclado onde cada tecla corresponde a uma letra do alfabeto. A diferença é que na máquina era possível ver e entender o funcionamento. Cada tecla impulsionava uma alavanca, que movia um braço de metal, que empurrava uma pequena letrinha de ferro, em alto relevo, na direção de uma fita de tinta preta. Por detrás dessa fita (algumas mais sofisticadas vinham com uma opção de cor vermelha) era colocada uma folha de papel em branco, sobre a qual iam sendo impressas as palavras, letra por letra. Simples.
Caso você cometesse um erro, tinha que começar tudo de novo.
Não havia "delete". Mas tudo bem, naquela época as
pessoas tinham tempo de sobra.
Para conseguir operar tal equipamento era preciso dominar a datilografia.
Datilografia era a arte (ou seria a ciência?) de bem escrever à
máquina. Eu fui iniciado na velha Underwood do meu pai, através
de um método empírico conhecido pelo nome de "catar milho",
que utilizava apenas os dois dedos indicadores. Aos poucos minha técnica
foi evoluindo e acrescentei ao processo o "seu vizinho", o "pai
de todos" e, eventualmente, o "mata piolho". Desenvolvi uma
performance razoável, mas nunca chegarei à destreza de alguém
que tenha feito curso de datilografia, que, acredite se quiser, é capaz
de escrever 300 caracteres por minuto, usando os dez dedos das mãos
e sem olhar o teclado.
Naquele tempo, para ser uma boa secretária era preciso saber datilografia,
além de estenografia (um negócio ainda mais complexo), inglês,
francês, espanhol e, obviamente, português. Como eu não
tinha nenhuma intenção de ser secretária, não
dei a devida importância ao estudo da datilografia e, de castigo, continuo
até hoje catando letras como se fossem grãos de milho.
Pois bem, todo esse domínio é fundamental para quem escreve,
mas por mais que você aprenda, só serve para o teclado português.
Sim, para complicar ainda mais, cada língua tem o seu próprio
teclado. Mas essa é outra história. Depois eu conto.
Só pra você ter uma idéia, por exemplo, no Japão existem 3 línguas oficiais. Cada uma é constituída de milhares de pequenos desenhos chamados ideogramas, e não usam letras.
Imagina como deve ser um teclado japonês.
Se você é uma pessoa curiosa, que gosta de desafios radicais,
sugiro que vá a Tóquio e se inscreva em um curso de datilografia.
Deve
ser um experiência inesquecível.
Kledir Ramil
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Sou o tipo de cara que aproveita o carnaval pra descansar, mas nem sempre foi assim. Já dei os meus pulinhos. Venho da tradição do carnaval de Pelotas, durante muito tempo considerado uma das festas mais animadas do país.
Nos anos 70, eu fazia parte do Almôndegas, assim mesmo no masculino, uma banda que fez história no sul do país. Paralelamente, em Pelotas, tínhamos o Bloco das Almôndegas, agora sim no feminino, um grupo de amigos que saía fantasiado de mulher. Não sei de onde vem essa mania - que é igual em qualquer lugar do mundo - de homem se vestir de mulher no carnaval. Freud talvez explique. Vai ver, cada um de nós tem um Clóvis Bornay por dentro e não sabe.
O bloco começou como um agrupamento desordenado de gente que não tinha o que fazer e evoluiu a ponto de se tornar um grande acontecimento. Nosso presidente, um sujeito desmiolado e com o hábito da bebida, era jornalista e transformou aquela brincadeira num sucesso. Escreveu matérias importantes sobre "os entusiasmados ensaios do bloco", o que de certa forma era verdade. Só não deixava transparecer a dimensão da coisa: os tais ensaios eram realizados numa mesa do bar Cruz de Malta.
Com toda essa divulgação, conseguimos apoio de empresas e até uma verba da prefeitura. Aí montamos um carro alegórico de fazer inveja às escolas de samba e foi preciso estabelecer um critério de seleção para os músicos da bateria: quem chegasse com instrumento, tocava. Em relação às fantasias, a criação era livre. O único detalhe obrigatório era o uso do batom, mesmo que a "moça" usasse barba ou bigode.
No dia do desfile, aquele divertido e alcoolizado exército de Brancaleone, entrou na avenida já meio se desmanchando. No alto do carro alegórico, radiantes, vinham a Rainha e duas Princesas. Uma delas, essa que vos escreve, ou melhor, esse. Atravessei a avenida acenando para o público e jogando tênis com as lâmpadas da decoração, usando o violão como raquete. Alguns me acusaram de ser o responsável pela desclassificação do bloco, mas considero a chuva de garrafas de cerveja contra a mesa dos jurados, um episódio muito mais significativo.
Quando terminamos o desfile, nosso presidente, eufórico com a apresentação, resolveu que deveríamos voltar à avenida. Na contra-mão. E assim foi, retornamos sambando, enlouquecidos, batendo de frente com A Girafa da Cerquinha e o Bloco do Padre Ozy, que por alguma razão vinham na direção contrária.
A
pororoca carnavalesca que se formou está registrada até hoje
na memória dos foliões. E também no livro de ocorrências
da Delegacia de Polícia.
Kledir Ramil
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Não sei se você conhece o termo "bolinar". Era uma expressão usada antigamente para descrever o ato de apalpar ou encostar em outra pessoa, com fins libidinosos. Hoje em dia ninguém mais bolina ninguém, a pegação é mais escancarada, sem sutilezas. Bolinar era pegar com delicadeza. A coisa tinha um certo cerimonial.
Uma das melhores experiências do meu tempo de garoto era bolinar as gurias dentro do ônibus lotado. Mas, o que naquela época era uma brincadeira ingênua, hoje em dia virou sacanagem. É politicamente incorreto e pode até ser considerado assédio sexual. Tanto que, nos trens que atendem ao subúrbio do Rio de Janeiro, criaram vagões só pra mulheres. Muito bem pensado, malandro se deu mal. Acabou a esfregação mal intencionada. Uma coisa é brincadeira de moleques, outra coisa é falta de respeito.
Mesmo assim, com a prática da bolinagem elevada a categoria de crime, os bolinadores continuam à solta. Os lugares públicos que ficam muito cheios de gente, são os preferidos para os ataques. Por precaução, cada vez que entro num elevador lotado, procuro um canto e fico de costas pra parede. Essa era a técnica usada por Billy the Kid, para não ser surpreendido pelos inimigos, ao escolher o lugar para sentar nos saloons do velho oeste. Aprendi a ser rápido no gatilho.
A Dama do Lotação, de Nelson Rodrigues, conta a história de uma mulher sedutora que gostava de pegar ônibus de linha para aventuras de esfregação. Mas não se entusiasme, é apenas ficção. A possibilidade de você encontrar uma Sonia Braga, no auge da forma, de vestido vermelho, dando sopa no 433, na hora do rush, é quase nenhuma.
Durante o carnaval, as técnicas de aproximação fogem a todas as regras, detonam o que ainda restava de protocolo do cerimonial. O carnaval é um momento atípico, a maioria está ali pra se divertir, o que inclui agarrar e ser agarrado. Somado a muita chuva, suor e cerveja, o ambiente é perfeito para a pegação. Até porque, dificilmente alguém vai reclamar de abuso no meio daquela confusão. Se não gostar, dá logo um tapa na cara e resolve o problema.
O escritor Tavares Dias, um dos melhores contadores de história que conheço, tem uma ótima sobre esse assunto:
Maria e José, um casal de nordestinos, em busca de vida melhor, pegou um pau-de-arara e foi pra São Paulo tentar a sorte. A boléia do caminhão era um amontoado de gente dormindo uns por cima dos outros. Depois de dias de estrada, poeira e sacolejo, no meio da madrugada, a mulher acorda o marido:
- Ô Zé. Tás neu?
- Ôxe muié. Tô dormindo. Cumé que vô tá em tu?
Maria suspirou fundo:
-
Então tão!
Kledir Ramil
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Um dos bichos mais estranhos do nosso planeta é a foca. Parece uma
lesma gigante, com focinho. E bigode. Pior do que ela só seu primo,
o leão marinho, que de leão só tem o nome.
O mais desengonçado é o camelo. Não é que seja feio, é engraçado. Caminha feito um boneco de mola, mal montado e o tempo todo dá a impressão que vai se desconjuntar.
O ornitorrinco é hour concour: uma lontra com bico de pato. Contrariando todas as leis da natureza, é como se um mamífero peludo tivesse cruzado com um marreco. Ou vice versa.
O porco espinho é uma mistura de animal com cactus. Chega a dar um nervoso. Não sei como o coitado arranja namorada. Cada vez que minha mulher reclama que estou com a barba por fazer, lembro dele e penso: "minha mulher devia agradecer à Deus o marido que tem".
Existe a categoria dos bichos nojentos: a minhoca, o caramujo e a já citada lesma. São gosmentos, tipo umas melecas com vida.
A lagartixa é transparente, não precisa gastar dinheiro com raio X quando tem que fazer chapa do pulmão. Se é que lagartixa tem pulmão.
Bicho chato, além do próprio que dá nome ao grupo, tem um monte. Mosquitos, moscas, baratas e os terríveis marimbondos.
E aí tem aqueles que dão medo, são cruéis, predadores, deixam a gente com os cabelos arrepiados. É o caso da traça e do cupim.
Na categoria peso pesado, o elefante é considerado um animal fofo, por isso é artista de circo. O rinoceronte é uma mistura de animal com um pedaço de rocha. O hipopótamo é uma baleia com patas e, sinceramente, não sei como consegue procriar.
O jacaré é um mistério da natureza. É exatamente igual desde que inventaram o mundo. Contrariando a teoria de Darwin, não evolui e não desaparece. Acho que o segredo é a boca grande. O que talvez também explique a permanência da atriz Julia Roberts no topo da indústria cinematográfica, em Hollywood.
O cavalo marinho, segundo ouvi dizer, teria sido uma desastrada experiência de laboratório que tentou cruzar um eqüino com uma pontuação gramatical, no caso, a vírgula. Não deu certo.
Nossa fauna tem muitos animais bonitos, mas tem uns tão espantosamente esquisitos que chegam a provocar reclamações, como a daquele menino que escreveu uma carta ao Senhor: "Querido Jesus, a girafa você queria assim mesmo ou foi um acidente?".
Ao fim e ao cabo, depois de estudar exaustivamente os principais ramos da zoologia, cheguei a conclusão que o animal mais estranho de todos é o homem, um bicho que usa sapatos.
Mas
esse assunto fica pra outro dia.
Kledir Ramil
O homem é o bicho mais estranho do mundo. Um animal que usa sapatos. No início, ele era um quadrúpede que gostava de se exibir, equilibrado nas patas de trás. Como a brincadeira fez sucesso, continuou fazendo arte e não parou mais.
Não satisfeito com tudo que Deus lhe deu, resolveu que queria andar mais rápido que todos. Inventou a roda e criou máquinas que aceleravam o processo de deslocamento de um lugar a outro, o que bagunçou sua experiência natural de relação espaço-tempo. Ambicioso, quis nadar como os peixes e fez o navio, quis voar como os pássaros e inventou o avião. Tudo isso foi transformando o ser humano em um bicho esquisito, com problemas psicológicos, dificuldade de adaptação, angústia e depressão. Para resolver os problemas que foram surgindo através dos tempos, foi criada a indústria farmacêutica.
Quando, mais do que o leão, começou a se sentir um rei, achou que seria justo escravizar os outros animais. Botou uns para trabalhar puxando arados e charretes, selecionou outros como bichinhos de estimação e, alterando a cadeia alimentar, decidiu que alguns coitados iriam servir de alimento.
Como já não caça para se alimentar, não corre pelas savanas e nem sobe mais em árvores, o ser humano começou a apresentar atrofia muscular. Aí criou academias de ginásticas, onde gasta horas e horas fazendo exercícios físicos para compensar a ociosidade gerada pelas máquinas que ele mesmo inventou.
O grande poder do homem não vem de sua inteligência nem do tamanho de seu pênis, mas sim do polegar opositor, que lhe dá uma incrível habilidade manual. O dedão é que faz toda a diferença. Com essa capacidade de manusear as coisas com delicadeza, construiu aparelhos refinados como computadores, guitarras elétricas e armas de fogo. A partir daí, criou um mundo singular, de extraordinário avanço tecnológico e inacreditável atraso moral.
O homem queima as florestas e o petróleo de forma tão desordenada que o planeta inteiro está aquecendo e em breve deve entrar em colapso. É um animal suicida. Sabe que está errado e continua fazendo besteira. Como sempre fez, com as coisas que bota pra dentro do seu corpo. Ao contrário dos outros animais, come, bebe e fuma coisas que fazem mal para a saúde. Depois toma remédios pra tentar aliviar o estrago.
O homem suja o ar que precisa para respirar. É o único animal que faz xixi no rio de onde retira água para beber. Você pode pensar que isso é coisa de gente porca, mas é pior, é coisa de gente burra.
O
homem é realmente um bicho muito estranho.
Kledir Ramil
Minha primeira namorada foi Terezinha de Jesus. Tínhamos 5 anos de idade e não sei se ela chegou a perceber o namoro. Pelotas, naquele tempo, era uma pacata cidade do interior. Morávamos a uma quadra do Assis Brasil, a escola onde eu cursava o Jardim de Infância. Eu ia pra aula caminhando, sozinho, era só atravessar a rua com cuidado, evitando alguma carroça ou algum Chevrolet Belair que eventualmente aparecia.
Numa dessas idas encontrei Terezinha de Jesus, minha colega, que também morava ali por perto. Fomos caminhando pela calçada, lado a lado, conversando sobre coisas que não lembro, pois meu coração disparava dentro do peito. Foram 2 ou 3 minutos inesquecíveis, a primeira vez que fiquei sozinho com uma menina. Isso, se não levarmos em conta o berçário, onde dormi com 3 recém nascidas. Mas naquela época eu ainda não era um homem feito, como aos 5 anos.
Ana Lucia era uma morena linda, de olhos enormes, bochechas rosadas e vivia sorrindo para mim. Me apaixonei. Foi a segunda namorada. Aos poucos fui me dando conta que ela sorria para todos, até pro Seu Otto da cantina. Me senti traído e rompi o namoro, mesmo sem tê-la avisado que havia começado.
Ainda no Jardim de Infância, apareceu "a louca", cujo nome apaguei da memória. Era uma menina terrível, com problemas mentais e apaixonada por mim. Não que uma coisa tivesse a ver com a outra. Vivia me agarrando. Foi um namoro compulsório, não tive escolha. Um dia ela invadiu o banheiro masculino para tentar me beijar. Chamei meu irmão e enchemos a guria de porrada. Foi minha primeira experiência com o que mais tarde seria conhecido como sexo selvagem. Não gostei.
Já no primário, talvez excitado com as saias azul-marinho e as camisas volta-ao-mundo, comecei a me apaixonar por todas: Margareth, Bebeca, Denise, Nara, Mara... Acabei fixando meus interesses em Maria Isabel, uma loira de olhos claros, beleza germânica, mas ela não me dava bola. Dançava com todos nas festinhas, menos comigo. Sim, eu sei que o rapaz é que deve tomar a iniciativa do convite, mas eu era tímido.
Certa vez a escola programou uma visita da turma a uma fábrica de vidros. Fiquei fascinado com aquele material incandescente, que combinava com os cabelos cacheados de Maria Isabel. Na saída, ganhamos brindes. Eu levei uma jarra sem graça. Sergio Magrão ganhou um lampião enorme, lindo, todo de vidro e correu pra dar de presente para Maria Isabel.
Fui
atropelado pela concorrência
Kledir Ramil
As
primeiras namoradas – 2ª parte
publicação original de brazilianvoice. com (clique e leia a crônica atual)
Comecei a namorar Helena com 10 anos, uma idade em que – como diz a anedota - a gente ainda não sabe a diferença entre uma mulher e um poste. Com Helena descobri que as meninas, não só dão à luz por baixo, como são bem mais interessantes do que eu poderia imaginar.
Dessa vez o namoro era oficial, pois eu havia lembrado de comunicar a parceira. Tínhamos uma afinidade, um entrosamento tão perfeito que chegamos a vencer um concurso de twist. Se você acha que isso não tem importância, não faz idéia do que era botar um Long Play no toca-discos Hi Fi e dançar Let’s Twist Again, com Chubby Checker aos gritos.
Um garoto ciumento, de olho na bela Helena e aproveitando minha natural insegurança de pré-adolescente, veio me contar que ela andava se encontrando com um guri do ginásio na obra do anexo da escola. É bem provável que fosse mentira, mas foi o suficiente para rompermos. Oficialmente, já que dessa vez eu havia formalizado o pedido de namoro.
Não sei por onde anda Helena, mas espero que ela ainda lembre com carinho daquele tempo e não tenha esquecido como se dança o twist. Nunca se sabe, de repente a moda volta.
Depois de fazer o admissão, fui cursar o ginásio no Colégio Municipal Pelotense. Foi quando "apareceu" Cristina. E eu digo que foi uma aparição, pois aquilo era realmente uma manifestação divina, sobrenatural. Uma deusa carioca, simpática, queimada de praia, falando chiado e potencializando, a um grau inacreditável, todo o conceito que até então eu havia formado a respeito do sexo oposto.
Cristina balançou minhas estruturas emocionais e, entre outras novidades revolucionárias, lançou a mini-saia na cidade de Pelotas. O que teve reflexo até nas notas do meu boletim. Passei toda a adolescência apaixonado por ela. Eu e metade da população da cidade.
Para meu desespero, Cristina casou cedo. Com outro.
As escolas de Pelotas, tanto o Assis Brasil onde cursei o primário, como o Pelotense onde fiz o ginásio, eram um celeiro de gurias bonitas. Eu, na falta de maiores atributos para a conquista amorosa, desenvolvi uma capacidade contemplativa e namorei várias colegas. Sempre de forma platônica.
O
que não era o ideal, mas pelo menos era mais saudável do que
a fase seguinte, quando comecei a me apaixonar pelas professoras.
Kledir Ramil
publicação original de brazilianvoice. com (clique e leia a crônica atual)
Comigo foi assim. Há mais de 30 anos, resolvi assumir o controle da minha vida e não mais me deixar levar pelo sabor do vento. Como uma biruta. Deixar-se levar é a opcão mais fácil. Você imita os outros, usa as mesmas roupas, come a mesma comida, repete o mesmo comportamento. Fica parecendo que você está por dentro das coisas, mas as coisas é que estão por dentro de você.
Tomar a decisão de viver com consciência, requer uma série de atitudes. Entre elas, escolher o que se coloca pra dentro do corpo. Em busca de uma alimentação saudável, procurei me informar, estudar e refletir. Cortei cigarro, bebida, drogas e carnes.
Aos poucos, para minha alegria, fui me dando conta de que não estava sozinho. Aliás, estou muito bem acompanhado.
• Os animais são meus amigos. E eu não como meus amigos. Bernard Shaw
• Nada beneficiará mais a saúde da humanidade e aumentará as chances de sobrevivência da vida na Terra do que a dieta vegetariana. Albert Einstein
• Se os matadouros tivessem paredes de vidro, todos seriam vegetarianos. Nós nos sentimos melhores, sabendo que não estamos contribuindo para o sofrimento dos animais. Paul McCartney
• Quanto mais o homem simplifica a sua alimentação e se afasta do regime carnívoro, mais sábia é a sua mente. Bernard Shaw
• Eu não tenho dúvidas. O destino da raça humana, na sua evolução gradual, é parar de comer animais. Henry David Thoreau
• Enquanto o homem continuar a ser destruidor impiedoso dos seres animados dos planos inferiores, não conhecerá a saúde nem a paz. Enquanto massacrarem os animais, os homens se matarão uns aos outros. Aquele que semeia a morte e o sofrimento não pode colher a alegria e o amor. Pitágoras
• Sinto que o progresso espiritual requer, em uma determinada etapa, que paremos de matar nossos companheiros, os animais, para satisfazer nossos desejos. Gandhi
• Tempo virá em que os seres humanos se contentarão com uma alimentação vegetariana e julgarão a matança de um animal inocente como hoje se julga o assassínio de um homem. Leonardo da Vinci
• Se o homem aspira sinceramente viver uma vida real, sua primeira decisão deve ser abster-se de comer carne e não matar nenhum animal para comer. Leon Tolstoi
• Meat is murder (carne é assassinato) - Morrisey & Marr, The Smiths.
• Os cavalos, os bois e os elefantes se alimentam de ervas. Só os animais que têm índole bravia e feroz, como os tigres e os leões, podem saciar-se em sangue. Que horror é engordar um corpo com outro corpo, viver da morte de seres vivos. Pitágoras
• Como zeladores do planeta, é nossa responsabilidade lidar com todas as espécies com carinho, amor e compaixão. As crueldades que os animais sofrem pelas mãos dos homens está além da nossa compreensão. Por favor, ajude a parar com esta loucura. Richard Gere
• Se você pudesse ver ou sentir o sofrimento, certamente não pensaria duas vezes. Preserve a vida. Não coma carne. Kim Basinger
• Quando me tornei vegetariano, poupei dois seres: o outro e eu. Prof. Hermógenes
• Não comer carne significa muito mais para mim que uma simples defesa do meu organismo; é um gesto simbólico da minha vontade de viver em harmonia com a natureza. O homem precisa de um novo tipo de relação com a natureza, uma relação que seja de integração em vez de domínio, uma relação de ser dentro dela em vez de possuí-la. Não comer carne simboliza respeito à vida universal. Pierre Weil
Eu não falei nada. Tô aqui quieto, só escutando.
Kledir Ramil
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